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sexta-feira, 24 de março de 2017

Bye College: Final

Artigos relacionados: Bye College #1 e Bye College #2


2ª Fase: Aceite!

Samanta gritou e gritou de alegria até ficar rouca quando recebeu o e-mail. Vinha de Lisboa, um pouco longe da sua Veneza portuguesa, Aveiro. Tinha uma semana para começar as aulas mas só iria se o seu impedimento deixasse, ou seja, os seus pais. Eles viam faíscas de paixão nos olhos da filha e então aceitaram.



Começava agora o mais difícil: publicar estados em toda e mais alguma rede social, puxar os seus contactos até lhe darem a notícia de um quarto a meia hora da Universidade. 

Conseguiu o quarto. Pegou no maior número de roupas e livros para a sua longa viagem de comboio até à Capital. Sorte para ela, uma das suas melhores amigas conhece uma rapariga que estuda na Nova de Lisboa. Até agora, tudo parecia conspirar para a sua sorte para seguir os seus sonhos.

Deu-se bem instantaneamente com a rapariga que lhe foi apresentando sítios e lugares pouco conhecidos, dar a conhecer pessoas melhores que as anteriores. Além disso, as cadeiras pareciam de sonho.

Porém, nem tudo são flores. A mãe foi despedida e agora dependia da ajuda financeira do ordenado curto do pai e Samanta teria de reduzir as suas saídas alcoólicas desenfreadas para conseguir estar longe de casa com propinas tão caras. A custo, foi-se arrastando por uns meses, algumas pessoas amigas afastaram-se a acaba por desistir.

Volta para a sua cidade de sempre arrasada pelos seus sonhos e procura trabalho.

Ouve falar de uma vaga para vendedora numa livraria reputada em Coimbra. Já tinha ouvido falar da tal livraria, era um sonho recheado de livros e de histórias. A sua paixão na entrevista convenceu de imediato o gerente a contratá-la.




Todos os dias Samanta acorda entusiasmada para ir trabalhar para o meio de livros, recomenda e fala daqueles que sabe aos seus clientes... por vezes, os nossos sonhos são difíceis de alcançar, nem tudo que queremos podemos merecer. A vida é feita de calamidades e viver requer aceitação. Há sempre planos com outras letras do alfabeto, outros caminhos a percorrer, pois deixar morrer os nossos sonhos não é opção...



Miguel Oliveira

sexta-feira, 17 de março de 2017

Quero

Quero fazer parte da rua ensopada quando chove. Sentir a liberdade da condensação a bater em cada um dos meus poros imperfeitos e cheirar o doce aroma de terra molhada, sentir parte da Natureza. Quero voltar a ser criança, calçar umas botas de borracha para chapinar nas poças de água, das quais a nossa amiga chuva nos deixou como presente. Não há nada melhor na vida que voltar a ser criança, experimentar toda aquela inocência, ver tudo que há no mundo como se fosse especial e assustador ao mesmo tempo, sem medo de explorar o desconhecido, deparar com grandes surpresas, concerteza deixariam a minha mente mais rica e no entanto com um toque de explosão cerebral. A minha caixinha de surpresas ficaria mais preenchida com dia em cheio e, certamente, adormeceria sob o maravilhoso som da chuva a bater na telha rumo ao país dos sonhos.

 Miguel Oliveira

quarta-feira, 1 de março de 2017

The Guest Post (Chapter One)




Pois bem, admiráveis internautas. Aqui é a autora do blog "Antes de mais nada" novamente a vos escrever.
Nessa parceria com o nosso digníssimo blogueiro portuga algo que me levou a refletir, talvez justamente pelo gênero das postagens aqui no Escritalhada, foram as relações virtuais. Eu gosto de afirmar lá no meu espaço virtual que eu sou uma blogueira veterana. Sim, meus caros; antes mesmo do meu blog eu já tinha outros e já navegava pela internet e gostava muito da blogsfera. Mas isso fazem 10 anos (estou me sentindo velha). Naquela época, antes do advento do YouTube e paralelamente à decadência dos fotologs era muito comum utilizar-se de um blog para reflexões pessoais - não necessariamente como num diário, mas esses eram os mais comuns - para escrever sobre coisas cotidianas, sobre coisas que as pessoas gostam, sobre modas, temas políticos, et cetera. Mais ou menos o que as pessoas fazem "hoje em dia" (novamente me sinto velha) no YouTube, com grande dramatização e inúmeros recursos de vídeo, e também nos famosos "textões" do facebook (muito precariamente, diga-se de passagem). Os blogs que restaram cá em 2017 são em sua grande maioria meramente comerciais, servindo como um box de informações suporte para YouTubers ou um banco de memes. Blogs de escritores amadores são raríssimos. Se você gosta de escrever, gosta de ler e gosta do universo literário, a melhor opção é recorrer a fóruns ou redes sociais específicas de leitores e livros, mas ainda assim você não vai conseguir fazer grandes amizades nesses espaços porque lá subsiste uma grande disputa de ego. Os blogs literários ou de escritores amadores vão se perdendo; alguns autores começam, mas desistem logo porque o blog não é do gênero mais procurado e o autor logo desanima.

Mas claro, estou aqui, firme e forte, para sempre buscar blogs desse gênero. A Internet pode mudar à reveria, mas sempre abrangerá todos os tipos de necessidades (ou ao menos devemos lutar para que assim seja).
Esse foi o Guest Post de hoje. Se você gostou clica em "gostei" e não se esquece de se inscrever no canal; e passa lá no meu blog que tem texto do Miguel.

Bjs flw vlw.

Ana R.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

1 Ano de Blog

Um ano! Bem, como o tempo passa...

Então há um ano estava a recuperar da época de exames e preparar para o estágio de fim de curso. Agora, num trabalho nada relacionado com a minha área onde vejo os meus sonhos morrerem a cada dia que passa.

Ainda ontem era aquele sábado à noite que por impulso criei este espaço, mesmo que semanas antes andava com uma ideia a martelar de partilhar o que escrevo, sem grande experiência e conhecimento da blogosfera e como ter um blog e tudo mais.

Mas isso não importa. Posso-vos dizer que o que esperava foi completamente diferente do que acho e experencio daqui. Não fazia ideia da existência de uma enorme comunidade com verdadeiros humanos, no entanto atrás de um telemóvel, se não fosse a realidade atual. Até porque nem pensaria sequer se houvesse alguém por aí à procura de blogs para ler e conhecer.




Com isto, fui conhecendo algumas pessoas, portuguesas e brasileiras que, mantenho contacto de certa forma frequente ou esporádica, fui seguindo espaços parecidos com os meus (agora outros como de maquilhagens e afins não, claro, não me interessa para nada, sou um jovem adulto). Daí, não ter muitas visualizações, apenas 5000 até agora, muitas do Brasil e Portugal. É pouco é certo mas para mim já é muito de quem poderia estar nem meio ano e acabar com isto. 

Não pretendo profissionalizar isto, não quero me vender (digamos impingir os meus escritos para obrigar outra pessoa a ler, mas se gostarem do que escrevo, sabemos que voltará) até porque a minha escrita tem desenvolvido muito bem e tenho tido ideias para publicações que nunca passariam pela cabeça no início mas voltarei a contos (short stories) com os tais episódios em série. Está muito bem amador como está

Por enquanto, este blog será o meu projeto literário, digamos assim, de 2017. Não tenho vida e tempo para escrever romances e este espaço já ocupa bastante o meu tempo. Se vou manter para o ano? Não sei, depende das ideias que terei no final do ano. Até lá é aumentar seguidores e ter mais visualizações, sem expectativas.




E é isso que tenho para vos dizer... comemorem comigo este dia especial deste bebé literário!

Boas leituras...

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Bye College #2

Artigo relacionado: Bye college

- Não podes ir para a Universidade. Não temos dinheiro para te sustentar.


Como em todos os livros que lera na vida, todas as metáforas espalhadas na ficção eram uma preparação para a sua vida real. Baseava-se muito nisso nas suas saídas à noite, nos estudos, na relação com os pais e com os amigos. 


Porém, esta bomba largada inesperada com expectativa, deixou-a pregada ao assento. Chão desabar? O mundo desabar por um terramoto? Cair na escuridão? A vida não faz mais sentido? 


Revoltou-se contra os pais, no entanto tinha de partilhar o mesmo teto pois não tinha como viver. O ambiente era de cortar à faca mas não se importava, tinha os livros e os amigos como refúgio.


O que ela mais queria era ir para a Universidade seguir o sonho Literaturas Estrangeiras para ser Professora Universitária.





Sonhos deitados por terra, aproveitou o resto do Verão com saídas com amigos, beber até cair para que na manhã seguinte se arrependesse e voltasse a repetir e gastar os maços de tabaco das amigas. E aproveitava os desejos de certos amigos para se envolver numa 'one night stand' de forma a preencher vazios que tanto vinham na adolescência perdida e sem rumo do que fazer da vida.


Chegaram as admissões de todos os amigos e muitos ficaram longe de casa e os restantes sempre a podiam levar para a noite de copos ocasionalmente, não havia mal nenhum.


Ela não desistia e fazia candidaturas na mesma com a esperança de os pais aceitassem...

Miguel Oliveira

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Dia dos Namorados

Artigo relacionado: Desesperados por amor

Então amanhã é dia dos Namorados...




Está aí o dia em que todos aqueles que têm uma relação amorosa se lembram de trocar prendas e gastar o mais possível só porque a nossa sociedade capitalista impõe para mostrar à sua "cara-metade" que é tudo na sua vida, sem essa pessoa não faria sentido, parecer bem. Afinal não tem o ano todo para fazer isso? Não! Poucos pensam por sua própria cabecinha, puros autómatos.

À margem disso, temos um certo filme saído de literatura erótica (não vou dizer o nome, vocês sabem qual é) para "apimentar" as coisas. A sério, é preciso um filme para despertar algo de erótico, amoroso, whatever de quem segue essas coisas? Se se está num relacionamento, essa pessoa desperta, não só o fisico mas o melhor de dentro, o que mais importa. Não se precisa de ficção para fazer construir algo cingido à realidade, uma relação verdadeiramente sentida não precisa de consumíveis exteriores para tratar da construção afetiva, ou será que é?




As relações amorosas são uma construção feita pela sociedade para estimular segurança, quando afinal propagam ressentimentos.

Conhecemos superficialmente sem preocupar minimamente, ter aquela paciência de descobrir segredos, anseios e objetivos tem tal pessoa. Até se podem falar horas a fio, teclando, durante uns dias, umas semanas ou até meses, tomar cafés, jantares, outras saídas que se tornam mais íntimas no sentido físico sem conhecer ao pormenor aquela pobre alma que se cruzou na vida connosco..

Nem a nós mesmos sabemos quem somos realmente. Julgamos que sim mas não é verdade. Está-se mais disposto a despir roupas, entregar intimidade física e satisfazer corpos a despir as camadas de cebola da nossas almas, sim, se pudessemos conhecer tudo que escondemos, chorávamos por não ter a ousadia de enfrentas as nossas imperfeições.
Quantas pessoas querem alguém que as ame, faça trinta por uma linha por elas, esteja sempre disponível toda santa hora? Como se o outro fosse escravo dos seus sentimentos e dar algo para preencher um vazio. Mas esse vazio não se preenche com uma boa dose de amor próprio? E estar disposto a fazer o auto conhecimento? Se cada um não o fizer, quem o fará? Alguém pior? I dont think so!

Há pessoas que teimam em viver relacionamentos em que nada têm a ver com amor. É uma rotina, são hábitos onde não há comunicação, cumplicidade, entendimento, partilha. É uma co-dependência de homens e mulheres têm medo em estar sós consigo mesmos, medo da solidão porque um relacionamento é a sua zona de conforto para não começar uma vida de solteiro de novo. 

Não é rocket science o que fazer em isto tudo, não é preciso pensar muito, é uma questão de bom senso.




Tenho a certeza que muitos solteiros vagueavam por aí nos últimos dias procurando uma parceira ou parceiro, só para não se sentirem sozinhos neste dia. Adivinhem, não há mal nenhum em ser solteiro, ser solteiro é uma grande liberdade, se entendermos que há relacionamentos ciumentos.

Não é por estar sozinho neste dia que é o fim do mundo, há amigos para alguma coisa, poder contar para o bom e pior da vida. É desesperador se estivermos num relacionamento sem futuro.

"Friendship: It's not about you've known the longest it's who came and never left"

 Não há nada melhor que ter amor próprio e ter discernimento para fazer as nossas próprias escolhas... vamos deixar um dia interferir com a nossa felicidade?

Miguel Oliveira 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Parabenizar

PARABÉNS!! PARABÉNS!!

É a palavra que mais se ouve e lê quando um de nós faz anos, essa data supostamente certa do dia em que nascemos. Se um papel o diz, então tudo bem! E qual é a outra palavra mais ouvida?


OBRIGADO!! OBRIGADO!! Lá está, como alguém educado.





Pessoalmente, desde que me lembro como gente, sentia e ainda este ano senti uma espécie de ansiedade nervosa por sentir que ninguém neste mundo se preocupa comigo.


Todos os anos erro nas previsões, todos os anos as expectativas são despedaçadas. Ao longo dos anos fui gradualmente parabenizado por mais pessoas. Onde? Facebook lá está!




Posso garantir que, digamos 95% de quem o faz, conheci ao longo dos anos em diversos sítios ou ainda mantenho contacto. Os outros 5%? Alguém que me segue e eu também pelas redes sociais, alguém que nunca vi mais gorda ou magra tal pessoa. 
Por onde passei ao longo dos anos, parece que toquei nos corações das pessoas, grande parte dos meus conhecidos, amigos, etc gostaram de mim. Sem estar a ser arrogante ou outra coisa qualquer, as pessoas adoram-me! É factual! Porém, é obvio que há sempre alguém que não goste, faz parte. Não tem sentido esta vida, toda a gente me adorar, não se veio para gostar de todos.

Como já disse, pessoas adoram-me 



dá-me na gana negligenciar e por vezes aquelas boas amizades formadas nos bancos de escola desaparecem.

Óbvio que já não estudo (por enquanto) e agora tenho este blog. Ao longo do (quase) último ano conheci pessoas muito interessante das quais tenho alguma ligação ou são apenas conhecidos do Facebook (voltamos ao Mundo Virtual).

No entanto, é só mais um ano, que importa se foram 100 ou menos de 10? Com o tempo não ficam pessoas em quantidade, mas a qualidade. Uma boa qualidade de amigos é o que chega para que esta vida tenha um sentido. A qualidade é tudo!

Portanto, não façam um drama, a experiência tratará de encarar esse dia com indiferença.

Com tudo, fazer ou não uma festa só por ser mais velho? Eis a questão.

Será importante que alguém se lembre de nós nesse tal dia único do ano e das nossas vidas?


Miguel Oliveira